ARQUEÓLOGOS ACREDITAM TER ENCONTRADO TÚMULO DE ARISTÓTELES:

By Acervo Filosófico

Por Andresa Camargo

Quando uma equipe de arqueólogos gregos divulgou a notícia da descoberta do túmulo de um dos maiores filósofos da antiguidade, Aristóteles (384 a.C – 322 a.C), em Olympiada, Estagira, o mundo todo entrou em alvoroço.

“Não temos provas, mas indícios muito fortes que beiram a certeza”, declarou o diretor das escavações, Konstantinos Sismanidis, a veículos da imprensa local. Também disse que “Há indícios de que o local abrigava as cinzas do filósofo”.

Sismanidis apresentou os resultados no dia 26 de maio, no congresso internacional “Aristóteles – 2.400 anos”, realizado na Universidade de Salônica.

A equipe em torno de Sismanidis chegou à conclusão de que uma construção, descoberta em 1996 nas citadas escavações, não pode ser outra coisa que o mausoléu de Aristóteles, após analisar dois manuscritos que faziam alusão à transferência das cinzas do filósofo para sua cidade natal.

Eles trabalhavam em Estagira desde o início dos anos 1990, e ficaram surpresos com o fato de que, no meio de uma fortificação do período bizantino, houvesse destroços de uma edificação cujas características não coincidiam com essa época, e nem com eras posteriores.

ARQUEÓLOGOS ACREDITAM TER ENCONTRADO TÚMULO DE ARISTÓTELES

As descobertas no interior das ruínas da construção – moedas de Alexandre, o Grande e de seus sucessores – situam seu erguimento no começo do período helenístico. Os destroços do teto achados neste sítio arqueológico demonstraram que a construção havia sido coberta com telhas da fábrica real, o que demonstra que se tratava de um prédio público.

O local fica entre uma galeria do séc. V a.C. e um templo de Zeus do séc. VI a.C., dentro da antiga cidade, perto de sua ágora, e com vista panorâmica. No piso do local há um retângulo de 1,30 por 1,70 metros, que corresponde a um altar. Todas essas indicações, além do fato de que a forma da construção não permitia atribuir-lhe outro uso a não ser o de um jazigo, fizeram os arqueólogos suspeitar que se tratava de um mausoléu.

Os arqueólogos apresentaram documentos que comprovam a autenticidade da sepultura que abrigava as cinzas de Aristóteles. Em resumo, o documento é parte de uma tradução árabe do séc. XI d.C. de uma biografia do filósofo grego e do manuscrito n.º 257 da Biblioteca Nazionale Marciana, de Veneza.

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