BREVE INTRODUÇÃO AO EMPIRISMO:

By Acervo Filosófico

Por: Juliana Vannucchi

O termo “empirismo” constitui um dos mais importantes conceitos da Gnosiologia, área da Filosofia que investiga diversos aspectos sobre o conhecimento. Vamos, portanto, esclarecer a definição deste ramo da Filosofia para chegarmos ao ponto principal aqui proposto, que é uma introdução ao empirismo.

John Locke foi um dos principais representantes do empirismo britânico.

A Teoria do Conhecimento é, desde a antiguidade grega, um dos principais campos da Filosofia. É uma área que busca investigar a validade do conhecimento, tentando responder perguntas do como: “É possível conhecer as coisas como elas são“, “o que é conhecimentoo“, “como ele se forma?“, “é possível compreender e chegar na essência das coisas?”, entre outras questões. A partir de tais buscas, considera-se que o processo de conhecimento envolve dois elementos básicos específicos, que são o “sujeito” e o “objeto”. Ou seja, respectivamente, a consciência e a realidade/fenômenos presentes no mundo. Esses dois aspectos relacionam-se entre si para que o conhecimento possa existir e, dentro de tal contexto, surgem várias correntes de pensamento que investigam as possibilidades, fatos e composições do sistema de conhecimento mencionado. Dentre tais linhagens teóricas, encontra-se o empirismo (em oposição ao racionalismo – que será melhor explorado em outro texto), que defende a ideia de que as experiências são a única fonte pertinente de conhecimento. Conforme Japiassú e Marcondes citam no Dicionário Básico de Filosofia (2001, p.80), o empirismo consiste na: “Doutrina do conhecimento segundo a qual todo conhecimento humano deriva, direta ou incertamente, da experiência sensível externa ou interna”. O pensador inglês John Locke foi um dos principais representantes de tal corrente. Sua filosofia baseia-se no conceito da “tábula rasa”, termo que ele formulou para referir-se ao fato de que  consciência, desde nosso nascimento, é como uma “folha em branco”, e que o conhecimento adquirido pela experiência é que irá preencher essa folha, Nesse contexto, por intermédio dos dados sensoriais (audição, paladar, olfato, tato e visão), o ser humano é capaz de conhecer as prioridades sensíveis dos objetos do mundo material, tal como frio, calor, aromas, sabores, quantidade, extensão e etc e assim irá formular o conhecimento. Nas palavras desse Locke: “Todo nosso conhecimento está nela [a experiência] fundado (…) Empregada tanto nos objetos sensíveis externos como nas operações internas de nossas mentes, que são por nós percebidas e refletidas, nossa observação supre  nossos entendimentos com todos os materiais do pensamento“. – LOCKE, John. Ensaio Acerca do Entendimento Humano.

Considerando as exposições acima e conforme já citado, a razão e a corrente racionalista que, em suma, consideram que é a atividade intelectual (conceitos e juízos) é que geram um conhecimento válido, se opõe a empirismo. Nas palavras de Bazarin (1994, p.99): “A razão não agrega nada de novo, pois limita-se simplesmente a unir e ordenar os diferentes dados da experiência”.

Na Inglaterra, outros pensadores destacaram-se como representantes do empirismo, tal como é o caso de George Berkeley, David Hume e John Stuart Mill. Para aprofundamos no tema, sugerimos que sejam buscadas e estudadas as obras destes mencionados pensadores.

 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BAZARIN, Jacob. O Problema da Verdade. São Paulo: Alfa-Omega, 1994.

JAPIASSÚ, Hilton. MARCONDES, Danilo. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001.

MARTINS, Maria Helena Piris. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofando – Introdução à Filosofia. São Paulo: Editora Moderna, 2007.

 

 

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