ENTREVISTA com o músico MÁRCIO F. BENEVIDES:

By Acervo Filosófico

Por Juliana Vanucchi

O músico Márcio Benevides teve orientação em seu Mestrado com Daniel Lins – filósofo, sociólogo e psicanalista que exilado na França e foi pupilo de grandes pensadores do século XX, como Gilles Deleuze, Michel Foucault, Pierre Bourdieu e se pós-doutorou com Jacques Rancière. Benevides nos contou sobre suas inúmeras referências intelectuais e artísticas e refletiu sobre assuntos cotidianos como Feminismo e Política.

Márcio Fonseca Benevides, a.k.a Markyo Rasputinov, nasceu em Fortaleza, Ceará, em 02/09/1980. É pesquisador, professor universitário, músico e artista marcial. Possui formação pela Universidade Federal do Ceará (UFC): é bacharel em Comunicação Social/Publicidade, Mestre e doutorando em Sociologia. Também é coordenador interno do Laboratório das Juventudes (LAJUS-UFC) e desenvolve pesquisas acerca de juventudes urbanas, práticas e economia da cultura, produção de subjetividade e sociabilidade, artes (sobretudo música, focando o gênero do rock and roll), ontologia, tecnologias digitais, micropolítica e pensamento contemporâneo. Foi cofundador, guitarrista e letrista de uma das bandas de Pós-Punk mais respeitadas do País, a Plastique Noir, e hoje capitaneia a talentosa Black Knight Frequency, sendo responsvel pelos vocais, guitarras, teclados e programações.

  1. Márcio, você pode nos contar um pouco sobre o seu envolvimento com a Filosofia?

Desde pequeno a minha índole é muito inquieta e curiosa – acho que até já brincava de “livre pensador”, mesmo sem saber o que era a Filosofia. Tive a sorte de meu pai montar um acervo com obras de História, Literatura, Poesia, Antropologia etc., que eu sempre bisbilhotava; a Filosofia também estava presente em 4 volumes da célebre coleção Os Pensadores. Neles habitavam Platão, Auguste Comte, Baruch Spinoza (o ‘príncipe dos filósofos’) e o “manso” Friedrich Nietzsche. Na adolescência passei a ter algumas aulas de Filô no colégio, e passei a ler essas coletâneas com mais atenção. Estabeleci um elo muito forte com Nietzsche, que sem dúvida é um de meus maiores intercessores – pessoas, coisas ou situações que nos inspiram a pensar e a criar. Na época já era fascinado pelo Rock (comecei a tocar em 1997), que por si já é uma miríade de Filosofias, e também iniciei meu treinamento em artes marciais chinesas (Kung Fu/Wu Shu). Nisto me influenciei deveras pelas transgressões roqueiras e pelo pensamento chinês – Sun Tzu, Lao Tzu, Confúcio, Li Jun Fan (ou Bruce Lee, formado em Filosofia ‘ocidental’) etc. Depois conheci Erasmo de Rotterdam, Maquiavel, Schopenhauer, Thoreau e outros que me inquietaram ainda mais. Também me interessava por ocultismo (Crowley, Lavey), “terror” (Shelley, Poe, Lovecraft, Rice), cyberpunk (William Gibson) e lia muito certos escritores que transcendem a Literatura e pousam na Filosofia: Charles Baudelaire (sua crítica à modernidade é um marco estético, filosófico e sociológico, conforme veríamos em Walter Benjamin a posteriori) e Oscar Wilde (com seu dandismo, seus aforismos sarcásticos e obras como De Profundis e A Alma do Homem Sob o Socialismo). Aí já cogitava uma graduação em Filosofia, por mais que não tivesse apoio familiar: “menino, tu vai ficar ateu e ainda mais doido – quem vai te pagar pra pensar”? E acabei fazendo Comunicação Social/Publicidade… Foi decepcionante, apesar de muito ter aprendido: não era arte ou ciência, mas só artifício do capetalismo; vi que aquele métier nada tinha a ver comigo, que já trabalhava com arte, produção cultural e que praticamente só lia Filosofia e Sociologia. Um ano após meu bacharelado, ingressei no mestrado em Sociologia da UFC (Universidade Federal do Ceará). Lá fui o último orientando antes da aposentadoria de Daniel Lins – filósofo, sociólogo e psicanalista que exilado na França fez cursos com grandes pensadores do século XX, como Gilles Deleuze, Michel Foucault, Pierre Bourdieu e se pós-doutorou com Jacques Rancière. A priori sofri um pouco, pois vinha do tecnicismo da Comunicação e tinha um orientador multifacetado (e intempestivo) que encarava a Sociologia sob um prisma filosófico, ontológico. Nessa época descobri meu caminho como homo academicus e desde então passei a me impor um regime severo de leituras sociológicas, antropológicas e filosóficas, clássicas e contemporâneas. Pirei, literalmente, em Deleuze solo e em suas parcerias com Félix Guattari, o que se configurou num agenciamento crucial. Inclusive ajudei a organizar algumas edições do Simpósio Nietzsche-Deleuze em Fortaleza lá por 2006, 2007; nessas ocasiões conversei com expoentes dessa bela linha do pensar, como Aurélio Guerra, José Gil, Roberto Machado, Peter Pál Pelbart e Charles Feitosa (que também aprecia o Rock). Em 2015 iniciei o doutorado também na UFC, sob a orientação de Glória Diógenes, um dos destacados nomes atuais em Antropologia/Sociologia das juventudes e das artes no Brasil e também uma ávida leitora de Filosofia. Esse diálogo sociológico-filosófico desenvolvo melhor agora em minha tese, que é acerca dos atores-redes da produção cultural alternativa que engendra a cena rock fortalezense numa “etnocartografia” (método ‘experimental’ que elaboro com um amigo e docente da UFAL) das práticas de sociabilidade, intercâmbios simbólicos e materiais, territórios subjetivos e urbanos.

      2. Quais pensadores e obras mais te agradam?

Conforme mencionei, Nietzsche e Deleuze são os meus intercessores “queridinhos” na Filó, porém cada vez mais me contamino com Spinoza, Leibniz, Georges Bataille, Henri Bergson, Mikhail Bakhtin, Rancière, Bruno Latour, Emil Cioran, Michel Serres, Antonio Negri… São muitos a listar! Como sou um “híbrido”, também citaria sociólogos como Gabriel Tarde, Georg Simmel, Max Weber, Howard Becker (também pianista de jazz), C. Wright Mills, Bourdieu, Loic Wacquant, Norbert Elias e antropólogos como Marcell Mauss, Pierre Clastres, Eduardo Viveiros de Castro e Massimo Canevacci (tornamo-nos amigos e em breve sairá numa publicação uma entrevista que fiz com ele, que é filósofo de formação). Em Nietzsche e Deleuze a minha “missão” é devorar suas obras integralmente, o que está bem próximo, mas destacaria os grandiosos livros que são: O Nascimento da Tragédia, A Genealogia da Moral, O Crepúsculo dos Ídolos, Além do Bem e do Mal, Assim Falou Zaratustra; Diferença e Repetição, A Lógica do Sentido, A Lógica da Sensação, Nietzsche e a Filosofia, A Dobra – Leibniz e o Barroco, O Anti-Édipo, Kafka – Para uma Literatura Menor, Mil Platôs e O que é a Filosofia. Leia e engendre seus próprios rizomas – a vida agradece!

       3. Você tem uma música chamada “Eternal Return”, que é referente a um conceito de Nietzsche. Como se deu a composição dessa faixa? Como a obra desse filósofo o tocou?

Bem, o bigodão já virou freguês, rsrsrsrsrs. Essa canção nasceu da vontade de poder, aliás, de fazer uma ode musical a um intercessor-chave, mas também que sinalizasse meu retorno público à música. Fui cofundador, guitarrista e letrista da Plastique Noir, uma das bandas mais respeitadas na cena pós-punk/gótica/dark brasileira e também conhecida na gringolândia. Saí da PN em 2012 e após um ano meio parado, apareciam muitas ideias/rascunhos de músicas, letras, conceitos – inclusive o esqueleto de “Eternal Return”, que foi o primeiro single lançado. Ela dialoga com várias noções nietzschianas, como:  amor fati, vontade de poder, perspectivismo, imanência (a grande herança spinozista), os devires-animais (leão, águia) e criança, a morte de deus, o além-do-homem, a potência criativa-destrutiva de Dionísio… É uma música, mas também um mini-curso, rsrsrsrs. Nietzsche me toca muito e em pensamento e música eu o toco também. Segue a letra (em inglês):

I’ve been waiting for the Great Mid Day

Striding endlessly, I am a voyager

Through seven solitudes, from lion to child

To go beyond men: the Will To Power

By Immanency, potent perspectives

The cure for moral is just a hammer

Eagle reborn to dare, I fly everywhere

Fear me now, Earth – that’s right, it’s my time!

With Amor Fati I spit at Destiny

What does not kill me makes me stronger

Born posthumous, a happy tragedy

(I’ve) became a monster to fight your monsters

Life is an error without melody

No regrets in betraying the herd

I feast the affects in Dionysus’ wine

To God a threnody – watch out, see my

Eternal Return

(I retribute the abyss’ sight)

(Excelsior! Unknown Heights)

My chaos still burns

(To generate a dancing star)

(Love is beyond good and evil)

Eternal Return

(To become who I am)

(Actor of my own ideal)

Now the cycle will turn/Now the cycle have turned

(Genealogy of active oblivion)

4. Podemos encontrar outros conceitos de Nietzsche nas músicas da sua banda?

Certamente! E não só dele, mas também de vários outros pensadores, livros, filmes, ciências… A começar pelo título do primeiro álbum do BKF, Perceptron: é uma alusão ao conceito deleuziano de “percepto” e a pesquisas de inteligência artificial. Spinoza emerge na faixa “Tetsuo, The Body Hammer”, na qual evoco a questão-chave “o que pode o corpo?” nessa narrativa (homônima de um obscuro filme japonês pós-moderno) que é uma crítica à crescente mecanização da humanidade demasiado humana. Na verdade, eu tento “experimentar” esses conceitos todos para além de uma exegese masturbatória, acoplando-os com os meus próprios; assim se compõe o mythos da Black Knight Frequency, que pretendo explorar não só musical e liricamente, mas também literariamente.

         5. A Black Knight Frequency pode ser considerada uma banda Niilista?

Talvez… Eu creio que a classificação dependerá do background e da abertura de quem ouve/vê e de como se conectam os conceitos que dão corpo à BKF. No geral, as letras pendem para um lado apocalíptico, mas num sentido ativo, zaratustriano: de destruir um mundo decadente a marteladas para criar outros com mais modulações de existência. Talvez, ainda pensando com Nietzsche, sejamos mesmo uma banda niilista, mas que opera pelo niilismo ativo – um clamor de contestação, criatividade, transgressão e renovação. Isso também se reflete no som: como bons iconoclastas, enrabamos ídolos e lhes saqueamos o que nos convém para fazermos nossas próprias singularidades brotarem de forma selvagem. Basicamente nossa música é gótica, darkwave, mas também agenciamos elementos de synth pop e wave, industrial, game music, hard rock, trilhas sonoras, orientalismos e até mesmo um tiquinho de prog e new age. É uma obra aberta que chamo de “darkwave plus”. Digamos que somos góticos, mas propositalmente “impuros”, misturando coisas inusitadas que curtimos para fugirmos ativamente da repetição canônica dos clichês de sempre. A maioria das bandas ainda insiste em clonar ou ser simulacro de deuses mortos-vivos como Joy Division, The Cure, Sisters of Mercy, mas nós, não: a BKF busca contribuir com a música obscura pela ruptura de suas fronteiras, pela adição de elementos alienígenas.

          6. E você? Consira-se niilista? Por favor, justifique traçando os preceitos positivos e negativos dessa corrente de pensamento.

Ótima questão… Inclusive me remete a um dito de Foucault: “só não me peça para permanecer o mesmo”. Não sou afeito a enquadramentos de linha-dura – prefiro ser nômade, contudo me identifico com essa grande (e indigesta) tradição filosófica. Me afeto com Schopenhauer, Nietzsche e Cioran e bebo da fonte ativa do niilismo, da trans-valoração ética e estética, da resistência a padrões, normas e instituições, do ato de criação. Vejo o niilismo ativo como uma possibilidade anárquica de “reset” de nossas ontologias, que vira e mexe são capturadas, moldadas e amputadas. No gótico vemos o contrário: um niilismo reativo/passivo de grupelhos e grifes, um pessimismo meio fake que se converte em fatalismo e medo de viver e de pensar por si. Eu prefiro a esfera “pervertida” disso, à la Lautréamont… Na verdade, sou um cara “positivo”, afirmativo da vida, apesar de minhas preferências por autores malditos (ou mal ditos?) e temáticas sombrias. Penso que das sombras da sociedade e da subjetividade, de um “precursor obscuro” do qual somos hospedeiros, nascem a vida e a arte. As trevas escondem maravilhas…

          7. Vivemos um período conturbado na política brasileira. Essa situação, para muitos, é tida como necessária para uma transformação postitiva do país. Para outros, representa um momento de caos. Como você, particularmente encara a situação do ponto de vista social e antropológico?

Como uma triste incógnita que paradoxalmente parece escapar do escopo de análises sócio-antropológicas mais imediatas e que desmoraliza e vampiriza nossa (ex) colônia de todas as formas pensáveis e atualizáveis. Está muito, muito difícil arriscar qualquer projeção, apesar de várias pesquisas estarem em decorrência e estarmos todos atentos. Creio que um bom começo seria a gente evitar todo e qualquer binarismo ou polarização, que se tornam fácil e burramente em maniqueísmos, fundamentalismos (geralmente sem fundamentação e com muito ódio cego) e fascismos em diversos âmbitos. Penso que da desgastada dialética (síntese das contradições) poderíamos passar à dialógica (imanência das diferenças pela complexidade), enunciada por pensadores como Bakhtin e Edgar Morin. A classe (ou escória?) política inteira está desacreditada pelos próprios venenos que inoculou nas massas e penso que NENHUM partido está mais focado nos interesses da esfera pública, com o “social”. Deus morreu e renasceu como Dinheiro; ninguém consegue mais representar ninguém, a não ser em papeis de fachada numa grande mascarada. Orgulho-me de nunca ter militado por nenhuma destas confrarias de vampiros e criminosos. Eu creio numa microrrevolução que engatilhamos no dia a dia, pequenas coisas que fazem a diferença: informar-se, checar fontes, estudar, refletir, experimentar, criar, gozar, existir pelo resistir. A farinha da política é do mesmo saco escrotal e todos os sanguessugas querem o seu próprio quinhão – e foda-se a “sociedade”, é otário quem é “honesto”. Dizem que todo partido (cada vez mais partidos, fraturados) tende à oligarquia e temos uma mania horrenda de aguardar, impotentes, um Messias, um Salvador da Pátria. Se pararmos de insistir nesses mesmíssimos erros, se pudermos finalmente tirar a democracia do papel (vejo-a mais como um projeto global do que uma realidade local) e se pudermos vermifugar pragmaticamente todo o sistema político-econômico a partir do “micro”, quem sabe saiamos desse pântano. Eis a questão: o caos também possui uma lógica, uma ordem; já o Brasil, que “não é para principiantes”, cadê? A situação está mais para videntes do que para sociólogos.

8. Sei que você aprecia a filósofa/escritora Simone de Beauvoir. Ela foi uma das mais relevantes personalidades no que diz respeito ao Feminismo. Vemos, atualmente, muitas correntes feministas e esse assunto tem se tornado pauta de meios de comunicação, mídias sociais e discussões acadêmicas. Como se dá a influência de Simone de Beauvoir no Feminismo contemporâneo? Acha que a raiz da filósofa ainda está presente no pensamento feminista?

Totalmente! Só acho que ela está mais para o rizoma do que para a raiz… Clássico é clássico e não só para a polifonia do pensamento feminista, mas para toda a Filosofia e a Literatura. É belo ver uma mulher notável botar para pastar supostos machos-alfa, milenarmente dominadores. Admito que li pouco dessa grande pensadora e do existencialismo que ela integrou, brilhando numa vida libertária e numa obra rica, afirmativa, inspiradora. O pensamento é um território violento e machistóide, porém Simone nos traz ternura e empoderamento. A famigerada questão do ENEM (não se nasce mulher; mulher é ser e devir) com ela demonstrou sua atualidade: incomodou os trogloditas e inspirou toda uma nova geração de jovens feministas que já pensam e agem em nossas escolas e universidades. E se não fosse por mademoiselle de Beauvoir, provavelmente não veríamos também o sucesso de autoras contemporâneas como Judith Butler e “Paul” Beatriz Preciado. Assim que houver tempo irei namorar um pouco com Simone… Que Tesão de pensamento!

           9. Acha que as manifestações (de ordem política e social – como o próprio feminismo) tem sido muito rasas e “modistas”? Ou elas sempre têm alguma importância?

Como tudo na vida, depende (cai aqui o mito do rock independente, por exemplo; há somente interdependências): se a manifestação é uma micareta aburguesada de proto-fascistas com a camisa da santa CBF, que não sabem bem porque batem em panelas (‘nacionalistas’ de meia-tigela fazem a nossa cozinha feder), sim – é um modismo perigoso, da rasura de uma poça de lama podre; o ódio sempre foi mais contagiante que o amor, ainda mais para monoteístas. Talvez a importância dessa palhaçada macabra resida em detectarmos suas lógicas, dinâmicas, seus agentes, líderes e discursos para resistirmos com armas criAtivas. Já o feminismo não somente é legítimo e importante: a expressão política do devir-mulher é uma necessidade da humanidade para se desbrutalizar e finalmente amar. Isso para não citar outros belos agenciamentos combativos, tais como os movimentos negros, a luta antimanicomial, as alianças estudantis, os direitos humanos, as frentes pacifistas etc.

        10. Por que num período de tantas manifestações populares, ainda existe, de uma meneira geral, desinteresse pela Filosofia?

Pensar abre universos, mas também dói e machuca, não é tarefa fácil. O ensino de Filosofia e Humanas ainda é muito tímido e rechaçado no Brasil, sobretudo por instituições (ou grandes empresas?) particulares. Se não é formado um “trabalhador-padrão” ou peão, não há utilidade prática ou profissional para estes saberes nessa visão estreitíssima, de moral de rebanho. Em muitas manifestações – constantemente conduzidas por interesses partidários – a gente vê cada figura grotesca, desinformada, preconceituosa… Falta Filosofia, falta História, falta Sociologia – falta vergonha na cara, embasamento e responsabilidade. Falta amor e essa “gente de bem”, tão cristã, odeia o próximo. Paradoxalmente, nunca tivemos acesso a tanta informação, mas também nunca fomos tão acomodados em “zonas de conforto” e “paraísos artificiais”. Bourdieu dizia que “a Sociologia é uma ciência que incomoda” – e o mesmo pode ser dito da Filosofia, que é mãe e amante das Ciências Humanas e Sociais. Vivemos um momento crucial para o pensamento e suas potências transformadoras – e a Filosofia é de extrema validade nisto.

     

 Category: MÚSICA e FILOSOFIA

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