FRANCIS BACON: A FORMIGA, A ARANHA E A ABELHA:

By Acervo Filosófico

Por: Juliana Vannucchi

Francis Bacon (1561-1626) foi um importante filósofo inglês e seu filosofia influenciou notavelmente o surgimento da ciência moderna. Dentre todas suas obras, o livro de maior destaque, chama-se Novum Organun, que foi publicado em 1620. Em uma parte desta obra, o pensador expõe uma reflexão sobre os filósofos, dividindo-os em três categorias: aranhas, formigas e abelhas. Para Bacon, aqueles que se enquadram na primeira categoria, são associados ao racionalismo, pois “tecem teias maravilhosas, mas permanecem totalmente alheios à realidade”. Aqui, Bacon menciona os escolásticos e platônicos. Já os que são comparados com as formigas seriam empiristas, que  caracterizam-se por serem sistemáticos e acumuladores. As formigas “colhem” seus alimentos, guardando-os de maneira ordenada.

Por fim, o filósofo de verdade, é compreendido por Bacon como aquele que segue o exemplo das abelhas, acumulando conhecimento e buscando progredir, ou seja, colhendo matéria-prima e sendo capaz de transformá-la em algo. Ele escreve que a abelha “colhe o suco do seu mel nas flores dos campos… mas sabe, ao mesmo tempo, prepará-lo e digeri-lo com uma habilidade admirável“. As abelhas procuram o pólen, para nele trabalharem e fazerem com que surja o mel.

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