PÍLULAS FILOSÓFICAS: A Grécia Antiga e o Oráculo de Delfos – com Diego Silva

By Acervo Filosófico

PÍLULAS FILOSÓFICAS: A Grécia Antiga e o Oráculo de Delfos – com Diego Silva.

Este podcast parte justamente do local que foi o berço da Filosofia Ocidental: a Grécia Antiga. Foi nesse cenário que grandes pensadores, como Pitágoras, Heráclito de Éfeso, Sócrates e Platão, deram seus primeiros passos. Mas além da Filosofia, é válido esclarecer que os gregos também nos deixaram outras inúmeras heranças preciosas e em áreas diversas, tendo, por exemplo, colaborado com descobertas matemáticas e desenvolvido técnicas artísticas impressionantes e que permanecem sendo muito inspiradoras. 

Em nossa conversa com Diego Silva, temos ênfase no Oráculo de Delfos, templo sagrado para a civilização grega, que era dedicado ao Deus Apolo.   Lá, sacerdotisas entravam em transe e por intermédio de Apolo revelavam o destino daqueles que (corajosamente) as procuravam. Esse ambiente representou um enorme marco na história de toda a cultura ocidental. Foi lá, inclusive, que Sócrates, através de uma revelação divina recebeu e compreendeu qual era seu proposto existencial:  

(…)

Conta que, certa vez, um amigo de infância chamado Querofonte, foi ao Oráculo de Delfos e lá perguntou se haveria no mundo um homem mais sábio do que Sócrates. Foi-lhe respondido que não: ele era o mais sábio de todos. Quando Querofonte contou ao amigo sobre essa experiência, o filósofo ficou intrigado e incrédulo, pois estava consciente de que nada sabia: “Que quererá dizer o deus? E que sentido oculto pôs na resposta? Eu cá não tenho consciência de ser nem muito sábio nem pouco; que quererá ele, então, significar declarando-me o mais sábio?”. (PLATÃO, 1972, p. 14).  Curioso, e empenhado em desvendar as palavras do Oráculo, Sócrates decidiu procurar um político que lhe era conhecido e que julgava ser notavelmente sábio. Todavia, após dialogar com o sujeito, percebeu que o mesmo, na verdade, não era tão sábio quanto pensava ser, pois não reconhecia os limites de sua ignorância. Assim, conclui: “Mais sábio do que esse homem eu sou; é bem provável que nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber”. (PLATÃO, 1972, p. 15).

Convidado: 

Diego Silva – Formado em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo (2015). Possui interesse em religiões clássicas, antiguidade, mitologias e futurismo. É bolsista da CNPQ, cursando o Mestrado em Ciência da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Atualmente pesquisa religião grega e é membro da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC). Também é membro da Humanity+ e desenvolve pesquisas paralelas sobre trans-humanismo e futurismo.

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