PLATÃO: O MITO DE ATLÂNTIDA:

By Acervo Filosófico

Por Juliana Vannucchi e Pedro Bracciali

Palavras-chave: Platão. Atlântida. Timeu. Crítias.

PLATÃO: O MITO DE ATLÂNTIDA:Platão faz parte da aristocracia ateniense, filho de Aristo e de Perictona de Atenas, e descende de Sólon; por parte de pai. Viveu entre 427 a.C. até 347 a.C – Século de Péricles – em Atenas, quando essa cidade alcançou seu maior desenvolvimento econômico e político, centro cultural e espiritual da época. Após a derrota da guerra de Peloponeso, por ocasião da morte de Platão, Atenas torna-se decadente, a democrática tem seu fim, a cultura perde seu vigor.

As obras Timeu e Crítias podem ser tomadas como uma só unidade, tanto pela questão temática, como pelo fluxo de entrada dos discursos anunciado pelos participantes – primeiro Timeu, depois Crítias. Pressupõem-se ainda um terceiro discurso (CRÍTIAS 108a), o de Hermócrates, do qual não se tem conhecimento. A obra se mostra ainda inacabada pela interrupção abrupta do texto no discurso de Crítias (121c).

A data que Platão escreveu o texto, tradicionalmente, se considera como situada em seus últimos anos de vida, embora existam argumentos para recuá-la para um período anterior. Segundo Nuñez (2013, p. 1278) “Ambos os Diálogos […] foram escritos por volta de 355 a. C. […].” A data dramática, considerando o que se diz nos diálogos (TIMEU 26e) e segundo os argumentos de Lopes (2011, p. 16) situa-se entre 430 e 425 a.C.

Platão utiliza os diálogos como ferramenta para expressão e difusão escrita do seu conteúdo filosófico. Os protagonistas dos diálogos são associados, nominalmente, às personalidades de notoriedade de seu tempo como referência de autoridade sobre o assunto – um recurso na dinâmica de dramatização do texto. Nos diálogos de Platão, Sócrates figura como o principal protagonista.

São quatro os personagens intervenientes no drama apresentado em Timeu e Crítias – Sócrates, Timeu, Crítias e Hermócrates. Na história, a identificação de Crítias apresenta dificuldades por existir mais de um personagem possível associado a esse nome, além da dificuldade de harmonizar as idades dos personagens protagonizados com as datas possíveis em dados históricos. (LOPES 2011 P 20). Os protagonistas dos diálogos, provavelmente, nunca se encontraram na vida real e, se considerar esta obra pertencente ao período tardio na produção de Platão, todos estariam mortos quando ele a escreveu (NUÑEZ 2013, p. 1278).

 Um aspecto interessante, é que Crítias, no início do texto, esclarece que o que irá relatar, trata-se de um fato histórico, e não de uma lenda. Sua narrativa descreve um suposto conflito da Atenas arcaica com a Atlântida, uma potência marítima situada numa monumental ilha além das Colunas de Héracles (Estreito de Gibraltar), que decide invadir e subjugar os povos aquém dessas colunas. O problema se inicia pelo fato dessa ilha nunca ter sido localizada geograficamente nem há quaisquer vestígios dela e seus habitantes. Nesse contexto, resultam múltiplas interpretações dependendo da abordagem do qual se toma a partida. Destacam-se duas perspectivas, a de que Platão a) está narrando um fato histórico ou b) que ele seja o criador da história. A intencionalidade de Platão, compatível com ambas as perspectivas, pode ser entendida também dentro de um sentido alegórico.

O Texto que serve de base para este trabalho é uma tradução portuguesa direta do grego, por Rodolfo Lopes, responsável também pelas Notas Prévias e Introdução à edição. O autor ainda esclarece que esta edição corresponde à primeira tradução de Crítias para o português, enquanto Timeu, uma obra de conteúdo filosófico de maior interesse, conta com uma quantidade maior de editores e traduções neste idioma.

Interpretação como um fato histórico

A narrativa de Atlântida – que se encontra de forma breve em Timeu (17a – 27b) e o restante do conteúdo inconcluso em Crítias – suscita uma questão que em resumo importa saber se o texto de Platão se trata de um mito ou de história. O próprio drama em Timeu (20d) introduz o diálogo de Crítias como um fato: “Escuta, então, Sócrates, uma estória deveras ímpar, e contudo absolutamente verdadeira […]”.ímpar, e contudo absolutamente verdadeira […]”. Segundo Platão, a origem de tal narrativa, provém do Egito. Atualmente, não há neste país, nenhum registro histórico que se referira à Atlântida. Entretanto, sabe-se que muitos relatos desse período, eram transmitidos oralmente, portanto, a falta de registros históricos não invalida qualquer possibilidade real da existência do continente.

O protagonista, Crítias, responsável pela narração do episódio da guerra dos atenienses e atlantes, ouviu a história de seu avô – Crítias, também – que era filho de Dropidas; este por sua vez era parente e muito amigo de Sólon que transmite o relato trazido da tradição sacerdotal do Egito (TIMEU, 20e). Como Platão também descende de Sólon pode-se inferir que os fatos conhecidos sobre Atlântida encontram também referência em família.

Um leitor, ao se deter na história de Atlântida, pode concluir que se trate de um mito, mas esse pode não ser o propósito de Platão. Santos (2013, p. 18), assim entende a questão do mito sobre a Atlântida: “Destoa de todos os mitos contidos nos demais diálogos Platônicos, e sequer é apresentado como mito: não se trata de uma história mítica, oriunda da oralidade, como toda a mitologia grega […]”

Pelo lado histórico, além de não serem encontradas evidências sobre a existência de Atlântida, a narrativa apresenta outras dificuldades no confronto dos fatos narrados com a realidade possível: o desmedido alargamento do tempo para situar o palco dos acontecimentos; a precariedade da fonte (Sólon ouviu de sacerdotes egípcios); uma Atenas arcaica historicamente impossível.

Sobre a realidade factível, o que é história para Platão, no contexto do seu tempo, não é o que se entende por história na atualidade. Os dados que compõem a narrativa – registro histórico, local, datas, nomes, população, organização social e política e o respaldo mitológico para as origens – demonstram uma intenção de Platão de construir um relato histórico. Porém, ele é o detentor do conhecimento histórico é também o construtor da narrativa, o que coloca o texto à semelhança de uma narrativa histórica. Nuñez (2013, p. 1280) entende que “A natureza do relato platônico, por conseguinte, que não é histórica, nem se confunde com uma filosofia da história, deve ser visto como um pastiche da história”.

Tempo primordial no drama

O tempo dramático, ou seja, o tempo em que teria existido Atlântida, situa-se há 9 mil anos antes de Solon. Esse tempo escapa a qualquer referência histórica relacionada às cidades antigas e seus habitantes. Resta a possibilidade de que Platão faz uso de tradições orais da sua cultura ou de repositório mitológico outro que, igualmente, tratam a questão do tempo na origem das cidades.

“Primeiro que tudo, recordemos o principal: passaram nove mil anos desde a referida guerra entre os que habitavam além das Colunas de Héracles e todos aqueles que estavam para aquém […]” (CRÍTIAS, 108 e).

Há em Crítias, uma descrição que nos informa que nos primórdios de nosso planeta, os continentes terrestres eram distribuídos entre as divindades. “Coube a Poseidon a ilha de Atlântida, onde ele instalou os filhos que havia gerado com uma mulher mortal numa região da ilha que me disponho a escrever”. (CRÍTIAS, 113 c). Como Poseidon teve filhos com a mortal, as gerações primárias de Atlântida, possuíam em si um aspecto divino. “A corrupção humana começa a nascer à medida que a natureza humana prevalece sobre a divina.”  Essa foi, portanto, a base da formação da ilha, cuja divindade principal era Poseidon, e os primeiros habitantes, seres humanos que carregavam em si aspectos divinos por descendência.

Atenas Primeva

Atenas, de nove mil anos antes de Solon, conforme descrita por Platão, se mostra como uma cidade modelo transportada para um contexto histórico, como sugere o drama no diálogo (TIMEU, 26c-26d) “Quanto aos cidadãos e à cidade que tu ontem nos descreveste como num mito [Atlântida], ponhamo-los aqui, transportando-os para a realidade como se aquela cidade fosse esta aqui [Atenas], e suponhamos que aqueles cidadãos [atlantes] que tu tinhas em mente são os nossos antepassados [atenienses] – os reais”.

A descrição pormenorizada da Atenas arcaica e seus habitantes, consta dos diálogos em Crítias (109b-112e), que no essencial se observa:

Recursos: Atenas vive do equilíbrio de uma agricultura que se faz abundante, em condições modestas. (Enquanto que a riqueza de Atlântida está na natureza que os abastece sem esforço, são ricos e ostentam riqueza e luxo em seus palácios).

Estrutura social: No topo, fica a classe dos guerreiros e sacerdotes, (ambas as classes estabelecidas em comunidade e habitam lugares públicos); na base os agricultores e artesãos (em propriedades privadas). Às mulheres atribui-se as mesmas ocupações que aos homens.

Classe de Guerreiro: Seus integrantes viviam em separado, em comunidade e recebiam dos cidadãos o necessário para a subsistência e educação. Mantinham os bens em comuns, não possuíam nem faziam uso de ouro nem prata, mantendo condições modestas de vida. O seu número não deveria variar de 20 mil, homens e mulheres, aptos ao combate. Platão justifica que “naquele tempo as ocupações respeitantes à guerra eram comuns às mulheres e aos homens, a estátua da deusa era por isso representada pelos de então com armas […] (CRÍTIAS 110b-c).”

Governo: A classe de guerreiros, na condição ao qual Platão denomina de “Guardiões” formava o governo de Atenas arcaica. “[…] administravam sempre com a mesma orientação – à luz da justiça – a sua cidade e o resto da Hélade, gozavam de alta reputação […], graças à beleza dos seus corpos e a todo o tipo de virtude das suas almas […] (CRÍTIAS 112 e)” Atlântida, por sua vez era imperialista.

PLATÃO O MITO DE ATLÂNTIDA

Imagem ilustrativa da disposição geográfica de Atlântida. Baseada diretamente nos escritos platônicos.

A localização de Atlântida

Após as descobertas marítimas do século XV e início do século XVI, o texto abaixo passa a ser lido como se já houvesse conhecimento da existência de um continente (Americano) além-Atlântico e, ao que antes não se dava muita importância, na antiguidade, passa a ser interpretado como uma possibilidade de Atlântida ter existido. A partir de então, até o presente, diversas pesquisas têm sido realizadas com o propósito de localizar o que poderia ter sobrado da Atlântida após a sua destruição. Portanto, este é o tópico de maior relevância para os que creem ter existido uma monumental ilha no oceano Atlântico que, junto com seus habitantes, afundou por um cataclismo.

Em tempos, este mar podia ser atravessado, pois havia uma ilha junto ao estreito a que vós chamais Colunas de Héracles  – como vós dizeis; ilha essa que era maior do que a Líbia e a Ásia juntas, a partir da qual havia um acesso para os homens daquele tempo irem às outras ilhas, e destas ilhas iam directamente para todo o território continental que se encontrava diante delas e rodeava o verdadeiro oceano. (TIMEU, 24e).

Contribui também para a hipótese dos quem admitem ter existido Atlântida nesta parte do oceano o texto de Platão em Timeu (25 d) que justifica ser “por isso que nesse local o oceano é intransitável e imperscrutável, em virtude da lama que aí existe em grande quantidade e da pouca profundidade provocada pela ilha que submergiu”. Ocorre que entre os Açores e as Antilhas localiza-se o Mar dos Sargaços, uma região circundada por correntes marítimas, de águas quentes e de grande profundidade, onde flutuam algas-castanhas, do gênero Sargassum, num aglomerado de pequenas ilhas. O primeiro relato oficial da existência desta região foi efetuado por Cristóvão Colombo, na sua viagem de 1492. Ao avistar os sargaços, Colombo pensou estar próximo de terra firme. Abaixo, uma imagem que simboliza a suposta localização da ilha.

                                               Suposta localização da ilha.

A degenerescência de Atlântida

No início dos tempos, os Atlantes foram obedientes às leis, aspiravam pensamentos verdadeiros e grandiosos, e tinham a virtude predominante sobre todas as demais coisas. As relações se faziam com delicadeza, prudência e ajuda mútua. “Foi graças a esta maneira de pensar e à natureza divina que mantinham em si que aumentavam todas estas riquezas […] (CRÍTIAS 121 a)”. Mas, por causa da ganância e da veneração, se lhes decaíram a virtude e os bens que advém da honra. Investidos de poder e arrogantes, criaram uma imagem enganosa de que eram belos e felizes. Os bens virtuosos da alma cederam lugar para a ganância pelos bens materiais ostentada nos palácios; a parte divina que os conduzia a conduta correta e favorável à prosperidade extinguiu-se, pela veneração representada por estátuas dos reis do passado.

“Mas quando a parte divina neles se começou a extinguir, em virtude de ter sido excessivamente misturada com o elemento mortal, passando o carácter humano a dominar, então, incapazes de suportar a sua condição, caíram em desgraça […] pareciam desavergonhados, pois haviam destruído os bens mais nobres que advêm da honra. […] davam a impressão de ser extremamente belos e felizes, mas estavam impregnados de uma arrogância injuriosa e de poder.” (CRÍTIAS 121 a-b).

A passagem sobre a degenerescência dos Atlantes remete ao que poderia ser interpretado como uma alegoria que Platão faz a condição em que se transformou a Atenas de seu tempo.

O conflito e a vitória de Atenas sobre os Atlantes

A narrativa do conflito com os Atlantes coloca vida e movimento a uma cidade apenas intelectualizada, estática, descrita nos detalhes à semelhança de uma cidade ideal. É a narrativa do conflito, são os feitos dos guerreiros, suas determinações e ações, os responsáveis por um dinamismo que traz a descrição das paisagens para uma narrativa pretensa histórica. A virtuosidade dos guerreiros precisa de provas para ser histórica, de registro, de reconhecimento de todos os povos e isso Solon ouviu no estrangeiro. Esses guerreiros são valentes, ao assumir a defesa dos seus e de todos os povos aquém das Colunas de Héracles, perante um poderoso e insolente invasor oriundo do mar; são heróis, ao assumir os riscos extremos do enfrentamento, mesmo após o abandono dos aliados; são vitoriosos e virtuosos, quando não escravizam o inimigo vencido – libertando-os a todos sem reserva.

Esta potência tentou, toda unida, escravizar com uma só ofensiva toda a vossa região, a nossa e também todos os locais aquém do estreito. Foi nessa altura, ó Sólon, que, pela valentia e pela força, se revelou a todos os homens o poderio da vossa cidade, pois sobrepôs-se a todos em coragem e nas artes da guerra, quando liderou o exército grego e, depois, quando foi deixada à sua própria mercê, por força da desistência dos outros povos e correu riscos extremos. Mas veio a erigir o monumento da vitória ao dominar quem nos atacava; impediu que escravizassem, entre outros, quem nunca tinha sido escravizado, bem como todos os que habitavam aquém das Colunas de Héracles, e libertou-os a todos sem qualquer reserva (TIMEU 25 b-c).

O dia e a Noite Terrível

Platão descreve duas paisagens num mundo primordial de cerca de nove mil anos atrás; ele adentra na questão histórica quando coloca movimento ao texto ao narrar o conflito duas economias, a agrária de Atenas verso a mercantil marítima de Atlântida; conclui com uma generalização: o desenvolvimento humano, ou seja, a civilização, evolui em ciclos com ascensão e queda.

“Posteriormente, por causa de um sismo incomensurável e de um dilúvio que sobreveio num só dia e numa noite terríveis, toda a vossa classe guerreira foi de uma só vez engolida pela terra, e a ilha da Atlântida desapareceu da mesma maneira, afundada no mar.” (TIMEU, 25d)

A ilha de Atlântida desapareceu inteira engolida pelo mar junto com seus habitantes; os guerreiros Gregos, por sua vez, foram todos tragados pela terra deixando seu povo – os agricultores e artesãos – desprotegidos e sem governo. Todo esse terror sobreveio num único dia e noite, devido a um sismo incomensurável e um dilúvio. Restou a memória desses tempos: permitindo que o ressurgimento da civilização não ocorra como numa tabula rasa, – preservando um pouco do que outrora fora um extraordinário desenvolvimento, mas que, no seu excesso, vem ao encontro da sucumbência.

Por outro lado, acontece que em relação ao que se passa entre vós e entre outros, mal acaba de se ordenar o sistema de escrita e tudo o resto que faz falta a uma cidade, recai novamente sobre vós, durante o habitual número de anos, uma torrente vinda do céu, semelhante a uma doença, e apenas deixa entre vós os analfabetos e os que são estranhos às Musas; de tal forma que nasceis de novo, do princípio, tal como crianças, sem saber nada do que aconteceu em tempos remotos, quer aqui, quer entre vós. (PLATÃO, TIMEU 23b)

Pesquisas recentes

 Em 2010, a BBC, exibiu um documentário sobre Atlântida, que acompanhou a pesquisa da respeitada historiadora Battany Hughes. Para ela, a antiga ilha mencionada por Platão, não é apenas uma lenda, e sim um relato embasado em acontecimentos históricos que foram assimilados pelo filósofo. Hughes acredita que a inspiração principal para Atlântida foi a erupção de Thera. Para tal afirmação, a pesquisadora se baseia em erupções constatadas no local, e que teriam motivado as escrituras de Platão no que diz respeito às catástrofes naturais ocorridas em Atlântida. Além disso, Hughes mostra pinturas da civilização de Thera, nas quais pode-se notar esse povo como grandes navegadores. E eis aqui, mais uma similaridade com a narrativa de Platão que, por sua vez, destaca os Atlantis como grandes navegadores. De qualquer maneira, independente de a pesquisadora estar certa ou não em suas especulações, seu trabalho é sério e valoriza a obra platônica, além de ter sido uma retomada de tal texto, que o elevou a estudos concisos.

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REFERÊNCIA

LOPES, Rodolfo. Introdução. In: PLATÃO. Timeu-Crítias. (Coleção Autores Gregos e Latinos). Coimbra: Cech, 2011. p. 10-68.

NUÑEZ, Carlinda Fragale Pate. A Atlântida Platônica: Uma Paisagem em Crise. Cadernos do CNLF , Vol. XIII, Nº 04. Disponível em: <http://www.filologia.org.br/xiiicnlf/XIII_CNLF_04/tomo_2/a_atlantida_platonica_uma_paisagem_CARLINDA.pdf>. Acesso em: 30 out. 2013.

PLATÃO. Timeu. In: PLATÃO. Timeu-Crítias. Tradução do Grego, Introdução e Notas de Rodolfo Lopes. (Coleção Autores Gregos e Latinos). Coimbra: Cech, 2011. p. 69-211.

______. Crítias. In: PLATÃO. Timeu-Crítias. Tradução do Grego, Introdução e Notas de Rodolfo Lopes. (Coleção Autores Gregos e Latinos). Coimbra: Cech, 2011. p. 212-246.

SANTOS, Vladimir Chaves dos. A Atlântida e os Ciclos em Vico. Disponível em: <http://www.seer.ufu.br/index.php/EducacaoFilosofia/article/download/7410/4735>. Acesso em: 30/10/2013.

______. Crítias. In: PLATÃO. Timeu e Crítias ou a Atlântida. Tradução do Grego, Apresentação e Notas de Edson Bini. Epidro: São Paulo, 2012.

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