• ROMANCE FILOSÓFICO: SCHOPENHAUER NO BRASIL (PARTE III)

    Por: Antonio Alves Sim! Ele fez exatamente como no Parerga e Paralipomena, Livro 1, §98! O bicho me perseguiu por meia quadra. Subi num portão. Ele latia ferozmente em minha direção como se reivindicasse e perguntasse: “Por que me segues?”. Falei baixinho, temendo que alguém pudesse me ouvir. — Schopenhauer?… É você…? Ele não dava

  • ROMANCE FILOSÓFICO: SCHOPENHAUER NO BRASIL (PARTE II)

    Por: Antonio Alves 2- Irritabilidade, perseguição e uma lembrança sobre o velho Pitágoras  “Não bastava ter voltado num cão, tinha de ter voltado no Brasil?”. Foi o primeiro pensamento que me assolou depois que acordei do desmaio. Não era fácil de crer que era o próprio filósofo. Não, talvez não o filósofo, mas uma energia

  • ROMANCE FILOSÓFICO: SCHOPENHAUER NO BRASIL

    Por: Antonio Alves 1- Tiros, filhos e cães. O inferno é a Terra Baralho e gritaria: pessoas reunidas no bar da esquina. Um reclamava da cerveja quente, outro contava uma mentira de rio. O tamanho do peixe, a barranca desmoronando, o homem que pulou da ponte na semana passada e deu com a cabeça direto

  • UMA BREVE INTRODUÇÃO AO EXISTENCIALISMO:

    Por: Juliana Vannucchi Historicamente, considera-se que os primórdios do existencialismo se encontram, de alguma forma, na obra de Soren Kierkegaard. Não raro, o legado literário do primoroso autor russo Fiódor Dostoiévski também é associado a essa corrente de pensamento. Mais tarde, outros nomes, como é o caso de Karl Jaspers, Gabriel Marcel e Martin Heidegger,

  • A QUESTÃO DA IMAGINAÇÃO NA FILOSOFIA DE PASCAL:

    Por: Juliana Vannucchi “Pensamentos” é a obra clássica do brilhante pensador parisiense Blaise Pascal. Nela, o filósofo reflete sobre vários assuntos diferentes, como, por exemplo, a miséria, o tédio, a vaidade e outros, e em meio a tantos temas abordados, encontra-se a questão da imaginação, que se tornou um dos pontos de maior destaque do

  • OS CANIBAIS – MONTAIGNE:

    Por: Juliana Vannucchi Michel de Montaigne foi um dos mais célebres pensadores franceses. Sua obra magna chama-se “Ensaios” e foi publicada pela primeira vez em 1580, na cidade de Bordeaux. Nela, através de uma linguagem especialmente agradável, o filósofo medita sobre diversos temas, como, por exemplo, a morte, o medo, a solidão, a consciência, a

  • ABELARDO E HELOÍSA:

    Por: Juliana Vannucchi “Às vezes, os exemplos mais que as palavras excitam ou acalmam os sentimentos humanos”. – Abelardo. Durante a Idade Média, Pedro Abelardo e Heloísa de Argenteuil protagonizaram um dos romances mais dramáticos e impressionantes da história. Abelardo foi um teólogo e filósofo cujos feitos foram notáveis, tanto na época em que viveu,

  • O ABSURDO EXISTENCIAL EM “UMA CONFISSÃO” – TOLSTÓI:

    Por: Juliana Vannucchi Dentre muitos autores que aprecio, Tolstói é com certeza um dos meus escritores favoritos – talvez seja mesmo o grande predileto. Já inúmeros contos e livros de sua autoria e sempre adorei todas as suas obras literárias com as quais tive contato. De tudo o que li, entretanto, a que mais me

  • FILOSOFIA DA RELIGIÃO:

    Por: Juliana Vannucchi “A única certeza teológica sobre a qual encontramos um consenso quase universal entre os homens é que existe um poder invisível e inteligente no mundo“. (HUME, 2004, p. 43). A frase acima ilustra algo que há milênios está fortemente presente no cotidiano da humanidade, que é a fé em uma ou mais

  • TIPOS DE CONHECIMENTO:

    Por: Juliana Vannucchi Em sua Metafísica, Aristóteles escreveu que “por natureza, todo homem deseja conhecer”. De fato, notamos que o desejo pelo conhecimento acompanha o ser humano desde os primórdios e, com o passar do tempo, conforme o homem evoluiu, surgiram algumas maneiras diferentes de construir conhecimento, sendo que é através delas que se compreende,